domingo, 2 de agosto de 2020

CORPO DE ENFERMEIRAS DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA

Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:
I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA


(PARTE I)



÷CORPO DE ENFERMEIRAS DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA÷

     Nesta época, foi organizado também o Corpo de enfermeiras da “F.A.B.”, no Ministério da Aeronáutica, para agir junto ao 1º GRUPO DE CAÇA além-mar, constituído exclusivamente de enfermeiras diplomadas da Escola “ANA NERI”, sendo as três primeiras, minhas colegas mais antigas companheiras e amigas dos tempos passados, e as três mais novas, foram até minhas alunas. Eram apenas seis, cujos nomes darei no fim deste livro, num trabalho à parte, com uma foto do grupo.
     Fiz todo empenho para me transferir para lá, mas, já estava perfeitamente engajada no Exército e além de tudo, parte de minha bagagem (SACO “B”), já havia partido. Deus sabe o que faz!
§§§

INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 

O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.


FÉRIAS


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA
(PARTE I)


÷ FÉRIAS ÷
     Aproveitando a fase de expectativa, enquanto as outras turmas se dedicavam ao curso, me sentia em liberdade, requeri minhas férias no Ministério de Educação e Saúde e, fui visitar minha família, pelo Estado de São Paulo, fazendo despedida (em silêncio).
     Nisto, saiu a nossa convocação.
     Tive que interromper as férias.
     Meu pai, andava bem alquebrado; começou a chorar, pois ele tinha um não sei quê de especial apego e carinho para comigo. Parecia sempre alimentar a realização de um “sonho azul”, para com esta filha, além de sua numerosa prole. Foi a única vez que o vi tão comovido e, contendo as lágrimas, disse-me então:- “Ah, minha filha, creio que não te verei mais- o teu pai está no fim...”
     E, eu sempre forte, me contive. Disse-lhe, que escreveria sempre, mandaria retratos; nada de mal aconteceria e, que voltaria feliz, para lhe contar tudo que tivesse visto.
     Estava já uniformizada e, foi assim que ele pela última vez realmente, viu sua filha, transformada num soldadinho da Pátria amada!
     No íntimo, sinceramente, não pressentira tão brusco desenlace, pois ele fora sempre muito resistente. Juro que esperava confiante, encontra-lo na volta e, dar-lhe muita alegria!
     Ainda, nosso amigo e meu padrinho, Dr. H.C.Melo, me exprobou:-“Altamira, não vá para a guerra, isto matará teu pai mais depressa!”
     Deixei todos e tudo e, voltei imediatamente para o Rio, me apresentando à D.S.E.
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 

O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.


Copyright©1994-2020 Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref, da FEB Altamira Pereira Valadares. Todos os direitos reservados. Todos os textos e imagens são protegidos por direitos autorais e outros direitos de propriedade intelectual pertencentes ao Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares. 

É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo sem a prévia autorização do Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares.

HOMENAGENS DIVERSAS

Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:
I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA


(PARTE I)


÷HOMENAGENS DIVERSAS÷

     As demonstrações de carinho de nosso povo eram diversas e múltiplas.
     Muitas outras Associações nos presentearam com mimos: flores, distintivos, medalhas, bréves, orações, etc. impossível enumerar tudo, dentre elas a Liga da Defesa Nacional. A corrente do meu pescoço já estava ficando mais pesada do que a dona, de tanta proteção que levava. Creio que valei a pena, muito embora voltasse só com as Placas (bom sinal), pois fui perdendo-as todas durante tantas peripécias. Também eu estava ficando cada vez mais leve!
     Por tudo e a todos os nossos sinceros agradecimentos.
§§§

INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 

O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.


Copyright©1994-2020 Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref, da FEB Altamira Pereira Valadares. Todos os direitos reservados. Todos os textos e imagens são protegidos por direitos autorais e outros direitos de propriedade intelectual pertencentes ao Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares. 

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sábado, 1 de agosto de 2020

CARTÃO INTERNACIONAL



Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA


(PARTE I)

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÷ CARTÃO INTERNACIONAL ÷
     Mais um cuidado que não escapou dos nossos dirigentes, foi providenciar um cartão que nos salvasse de qualquer eventualidade no estrangeiro, caso nos víssemos perdidas de nosso Comando. O cartão é munido de uma foto 3x4, fornecida pelo Serviço de Identificação do exército, além da carteira de identidade, também militar. Tem os seguintes dizeres:
(Verso – neste lado à foto)
Associação Christã Feminina
Rio de Janeiro
Este cartão é intransferível.
A sócia inscrita neste cartão
será bem recebida pelas Associações
Christãs Femininas
nos diversos países.
ASSINATURA:
Altamira Pereira Valadares

(Reverso)
Dirigida a
UNION CHRÉTIENNE DE JEUNES
FILLES
OU
YOUNG WOMEN’S CHRISTIAN
ASSOCIATION (Y.W.C.S.), etc.
Assim.: Clarisse Diogo
Rio de Janeiro, 1º/6/44

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 

O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.

AJUDA DE CUSTO


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA


(PARTE I)


AJUDA DE CUSTO
     Foi um contínuo correr. Como é fácil de prever, nem todas podiam fazer face a tantas despesas extras e, cogitou-se de obter do Exército, uma ajuda de custo. Porém só em 29/6/44, foi que recebemos 1/3 dessa ajuda de custo, fornecida pela “D.S.E.”. Não sei mais quanto foi (creio que uns setecentos cruzeiros mais ou menos). Os restantes 2/3 estipulados, nos seriam entregues depois. Mas, isso, não impediu que déssemos andamento nas provisões, porque tendo sido aprovadas, as colegas, recorreram a um empréstimo familiar, para adiantar o expediente.
     Não vou aqui, mencionar tudo o que teríamos que levar, seria monótono e encheria folhas de papel, impacientando os leitores. Direi apenas que nos munimos de tudo que julgávamos necessário, dentro do regulamento. Nenhuma veste vaporosa, nem cor clara. Tudo verde-oliva e de aspecto masculino. Adeus lindos vestidos, pois agora só teríamos os uniformes. Éramos então soldadinhos!
     Depois, lá, nós vimos que havíamos levado tanta coisa desnecessária, porque tínhamos onde nos prover das mesmas. Tanta coisa de uso impraticável. Enchemos nossa bagagem desses volumes, enquanto que poderíamos ter levado outras peças mais dignas de serem vistas por nossas colegas nurses e que nos dariam mais conforto e prazer. Senti-me às vezes acanhada. A guerra é moderna, mudou em tudo por tudo das anteriores. Muitos sacrifícios foram eliminados. Tudo é preciso numa guerra, para nos manter de bem humor, desde que não fira os bons hábitos. As outras colegas estrangeiras viviam sempre tão felizes em meio de tanta infelicidade!
     Não estou aqui criticando com espírito destrutivo, mas sim construtivo. Foi uma lição que aprendemos e nos deixou excelente experiência. Nesse assunto éramos mesmo marinheiros de primeira viagem. Por essa razão me esforço por fornecer ao Exército num trabalho à parte, puramente técnico (para uso futuro), si mais uma vez tivermos que enfrentar outra guerra, o que não desejo, dizendo o que fizemos, o que deveríamos ter feito e o que não deveríamos ter feito. Ne nada vale a experiência se não a transmitimos.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 


O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.



DISPOSIÇÃO E APRESENTAÇÃO À 1ª D.I.E.


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA


(PARTE I)

- DISPOSIÇÃO E APRESENTAÇÃO À 1ª D.I.E.-

     Pelo Boletim Interno de 2/6/44, o nosso primeiro grupo passou à disposição do Comando da 1ª DIVISÃO DE INFANTARIA EXPEDICIONÁRIA (D.I.E.) junto ao 1º Escalão da “F.E.B.”, sediado provisoriamente à rua São Francisco Xavier, nº 409 (entre o Colégio Militar e Vera Cruz), durante a preparação do Contingente.
     Por esse motivo fomos apresentadas pelo nosso ex-diretor do curso Major Médico, Dr. Augusto Marques Torres, ao nosso Comandante: general JOÃO BATISTA MASCARENHAS DE MORAES, que nos recebeu com palavras carinhosas e paternais, concitando-nos a procura-lo antes de qualquer um outro nos momentos que por infelicidade ou aflição nos víssemos desamparadas.
     Isto, calou bem fundo em nossos corações, nos deu maior força e nos fez ver nele, além de Chefe Militar, uma alma irmã, de grande visão, com um coração benevolente, sem fugir às regras da disciplina, numa guerra.
     

INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 


O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.

Copyright©1994-2020 Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref, da FEB Altamira Pereira Valadares. Todos os direitos reservados. Todos os textos e imagens são protegidos por direitos autorais e outros direitos de propriedade intelectual pertencentes ao Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares. 

É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo sem a prévia autorização do Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares.

NATAÇÃO


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA

Curso preparatório de Natação na Base de Natal (Lagoa do Bonfim)
Parnamirim 1944
Tenente Ralph Gordon - instrutor de natação (exercícios aquáticos)
Dr. Raphael Moraes Barros  - assistente e intérprete
Maria Aparecida  (reprovada)
Juraci (desligada)
Joana Simões de Araújo
D. Gemina Yolanda de Canto Gomes (não foi)
Wassimou
Odete (desligada)
Semiramis
Santa


(PARTE I)


- NATAÇÃO –
     Durante o mês de Junho, tivemos as aulas de natação, na piscina do Colégio vera Cruz, a cargo da célebre nadadora MARIA LENK. A piscina foi gentilmente posta à disposição da 1ª D.I.E.
     Tive frequência completa, porém creio que não fiz nenhum treino de natação. Não tenho menor ideia de ter entrado naquela piscina de agua fria e azul. E se o fizesse teria ficado no fundo, pois não sei nadar; apenas sabia boiar!... Arranjava sempre um motivo para escapar. Quase sempre me justificava com as reações de vacinas, que aliás era bem verdade.


INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 

O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.