segunda-feira, 3 de agosto de 2020

LICENÇA



Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA

Enfermeira Lúcia Osório
(acervo do C.D. II Guerra APV)

(PARTE I)

÷ LICENÇA ÷
     O Diário Oficial (Secção I), de 18/5/44, publicou minha LICENÇA do M.E.S. a partir de 20/4/44, pelo tempo que durar a convocação, nos termos do art. 1º do Decreto-Lei 4.548, optando pelos vencimentos civis (em território nacional).
     Assim tiveram que fazer as demais colegas que exerciam cargo público, optando pelos vencimentos maiores, como é natural.
     Em além-mar, só uma colega continuou a receber os vencimentos civis, por ainda serem maiores do que os militares, em vista do alto cargo que vinha exercendo há muito, como funcionária do Banco do Brasil.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 


O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.


Copyright©1994-2020 Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref, da FEB Altamira Pereira Valadares. Todos os direitos reservados. Todos os textos e imagens são protegidos por direitos autorais e outros direitos de propriedade intelectual pertencentes ao Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares. 

É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo sem a prévia autorização do Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares.

SHOW


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA


(PARTE I)

-SHOW-
     Em fins de Junho, os artistas das Estações de rádio, ofereceram um big show à “FEB”, no vasto campo da Vila Militar, após apetitoso almoço ao ar livre, a milhares de militares. Foram momentos de muita alegria para toda a tropa e convidados de honra. – Até eu fui convidada a cantar e tão surpresa fiquei que não tive a ideia de cantar o Hino da Enfermeira aos expedicionários, tão a calhar! Cantei duas canções americanas. Tiramos uma foto com o célebre Grande Othelo, sorridente entre nós.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 

O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.

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EQUIPAMENTO


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA

Etiqueta que acompanhava a bolsa de couro de porco
(Acervo C.D. II Guerra Altamira Pereira Valadares)


Anotações de Altamira no verso da etiqueta
"Outro tupo de bolsa a tira-colo, de couro de porco, côr marron 
igual formato quasi arredondada. APV"

(PARTE I)

EQUIPAMENTO

     Depois de mais esta seleção, providenciou-se o equipamento, que obedeceu a ordem seguinte:-orientação, quanto as peças de uniforme que lhe são destinadas durante o ano e a quantidade a ser distribuída no Brasil. Nenhuma peça de uniforme, fora da tabela poderá ser levada. A quantidade estipulada é um mínimo que poderá ser ultrapassado, caso as malas e sacos comportem.
     Além disso foi organizada uma relação de Diversos Artigos, de uso pessoal, como lembrete, os quais poderão ser levados pelas enfermeiras se desejarem, mas por conta própria.
     Cada uma de nós, deverá prever um estoque de artigos de toilete para um período de três meses, como sejam óculos sobressalentes de grau e vidro de relógio.
     Não se esquecer também de levar os remédios de uso costumeiro, pois que além-mar não seriam fácil de encontrar.
     Até o dia 20 de Junho, toda bagagem deverá estar pronta, possuindo cada uma dotação fixada na 1ª distribuição.
          Os sacos e malas serão marcados no Quartel General da 1ª “D.I.E”. Nenhuma inscrição externa deverá figurar, a não ser as regulamentares.
     A nossa bagagem constou ao todo de 3 volumes: Mala A – Saco B – Embornal.
     Neles, constavam o Nome, o Nºde Registro e do Código do Serviço de Saúde.


INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 

O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.

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MISSA - BENÇÃO VOTIVA – IMPOSIÇÃO DOS BRAÇAIS


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA


(PARTE I)

÷MISSA-BENÇÃO VOTIVA – IMPOSIÇÃO DOS BRAÇAIS
ÀS ENFERMEIRAS DA FEB e ao Capelão Chefe÷
A serviço da Pátria, com as bençãos de DEUS!
÷÷÷
     Em 30-7-44- 6ªfeira:-Pela manhã, foi celebrada a missa votiva, benção e imposição dos braçais, na Catedral Metropolitana, do Rio de Janeiro.
     Oficiou a tocante cerimônia, o arcebispo, D. Jayme de Barros Câmara, acolitado pelo monsenhor Rezende e seu secretário. À sua entrada na Catedral, o Coro entoou o “Ecce Sacerdos Magnus”.
     Na ocasião própria da missa, algumas colegas receberam a comunhão bem como pessoas de suas famílias.
     Ao Evangelho, ocupou o púlpito sagrado, para a oração gratulatória, o admirável monsenhor Henrique Magalhães, terminando com vibrante e eloquente invocação à Nossa Senhora Aparecida, (padroeira do Brasil)para que as acompanhasse em sua sublime missão, nas seguintes palavras: “Que Nosso Senhor vos guie! Que a Virgem Santa Aparecida abra os caminhos a nossa gente, para que, triunfante a bandeira brasileira, volte coberta de louros e vós também volteis, para cantarmos junto o ‘Te-Deum’ glorioso da Paz! Voltemo-nos para a imagem de Maria, Protetora da gente brasileira, suplicando: ‘Abençoai a nossa Pátria!’ Dai quanto antes PAZ AO MUNDO!”
     Finda a missa, teve lugar o ato de benção e imposição dos braçais. O arcebispo os benzia e entregava aos padrinhos que os colocavam nos braços das enfermeiras. A primeira a receber teve como paraninfo o Gen. Souza Ferreira. Iam até a nave, para recebê-los, depois do que beijavam o anel episcopal.
     Também recebeu o seu braçal e o Crucifixo, o padre João Pheney Camargo Silva, Capelão-Chefe da “FEB”, que envergava no ato, o uniforme com que, em companhia de cinco outros sacerdotes, acompanhariam as tropas. A farda é idêntica a dos oficiais, sendo que o braçal de cor amarela, com uma cruz azul.
     O Templo apresentava aspecto festivo, com o altar-mór profusamente ornamentado de flores naturais, vendo-se o Pavilhão Nacional e a Bandeira da Santa Sé. No ambiente um suave perfume rescendia.
     Assistiram a esse oficio religioso numerosas famílias, autoridades civis e militares, entre os quais, o general João Afonso de Souza Ferreira (Diretor de Saúde do Exército), representantes do General João Batista Mascarenhas de Moraes (Comandante da 1ª Divisão Expedicionária- da Cruz Vermelha Brasileira, da Legião Brasileira de Assistência às Enfermeiras Expedicionárias).
     Em tudo isto, sentíamos uma profunda comoção e, cada vez mais exaltava o desejo de partir, cumprir nosso dever: servir!
     Observações:- O meu padrinho escolhido foi o General Mascarenhas e como não pode comparecer, representou-o o Major médico Dr. Paulino, Ajte. Ordens do Diretor.
     Escolhi para ilustrar o acontecimento, uma só foto de conjunto, tendo ao centro, o capitão Cunha da 1ª DIE.- É pena que muitas delas não seguiram. (Não sei como separá-las).
     Estes braçais, de fundo branco, com a Cruz Vermelha no centro, não foram usados no teatro de operações de Guerra.
     Noticiou este ato oficial, o “Diário de Notícias” – Pag.3 – Sábado, 1º de Julho de 1944 como: NOTÍCIAS DO EXÉRCITO (Vide Boletim da Diretoria das Armas à pág.10) – TEXTO: Missa e benção votiva pelas enfermeiras especiais – também a edição final de “A NOITE”.
     A nossa missa de regresso foi bem diferente.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 

O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.

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TEXTO INTRODUTÓRIO DE ALTAMIRA P. VALADARES


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira visando 
publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA



÷..............................÷
    Estamos em 1970. Fazem precisamente 25 anos que terminou a SEGUNDA GRANDE GUERRA MUNDIAL, tendo-se comemorado solenemente o JUBILEU DE PRATA-VITÓRIA DOS ALIADOS – 8 MAIO, tendo feito uma Exposição sobre a “FEB” na 5ª C.S. Militar- Ribeirão Preto – 2ª R.M.
    E, eu continuo lutando com pertinaz e oculto MAL, que me impediu até hoje de terminar e publicar o meu LIVRO.
    Infelizmente já não vivem o nosso glorioso comandante: Marechal Mascarenhas de Moraes e nosso valoroso Marechal Marques Porto. Cansaram de esperar.
    Mas, DEUS, sabe porque, e eu não faço o que quero, nem vivo. Sofro estacionada neste conflito. Não consigo me libertar.
    Quando parti, levei comigo um espesso caderno, para meu DIÁRIO DE GUERRA, e após muitas peripécias, voltei com meu manuscrito completo.
    Procurei a “Editora José Olympio”, por ser de Família Batataense, conterrânea, para publicá-lo, mas nada consegui, devido ao acúmulo de obras atrasadas pela guerra.
    Foi um MAL, porque, se tivesse me desabafado, por certo ter-me-ia curado. E, foi um BEM, porque, com o passar dos tempos, fui perdoando tudo, me elevando mais, deixando o EGO-ISMO.
    Resolvi então, fazer um trabalho impessoal, coletivo, embora menos interessante par ao LEITOR, mas de maior valor histórico-militar como documentário póstumo, afim de elevar as colegas ao alto pedestal no conceito do nosso Povo Brasileiro, que tão bem merecem, como mereceram os nossos PRACINHAS e todos os demais elementos da gloriosa FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA, mesmo porque, meus amigos patrícios, somos humanas em busca da perfeição, assim como todos eles e todos vós, sujeitos a todos os percalços da JORNADA TERRESTRE.
    Nós nos expusemos a tudo. Quem não tem culpa? Vós, que lá não fostes? Também, eu repito as divinas palavras de JESUS: “Quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra.”
    Tantos anos são passados, e algumas colegas, ainda labutam até hoje, na missão santificante.
    Ainda neste momento em que traço estas linhas, estremeço como pilha elétrica incontrolável, ao recordar que, no dia 18 de julho de 1945, estávamos formadas junto ao Palanque Presidencial (entre as avenidas: Presidente Vargas e Rio Branco – frente à Catedral), aguardando o momento de integrarmos ao 1º ESCALÃO, para a PARADA DA VITÓRIA.
    Senti um frio acolhimento do povo em geral (da Capital da República) e pressenti que se desfilássemos, algo acintoso, e de profundamente ingrato, nos atingiria publicamente... Creio que o mesmo pressentimento teve alguém da Comitiva do Palanque, pois que não deixaram que desfilássemos... Poderia fazê-lo de cabeça erguida, confiante em DEUS, mas, com o coração magoado, mesmo não sendo realmente condenada, me afastei (me esgueirei), pelas ruas transversas, mais desertas e me recolhi ao meu acolhedor cantinho na Cinelândia, silenciosamente...
     Voltando desse justo desabafo à realidade presente.
    Para fazer um trabalho de conjunto, tive que obter toda documentação possível. Com dificuldade, estabeleci contato com todas elas, pessoalmente ou por correspondência, espalhadas por todo o Brasil e algumas delas, fora do país. Muitas não me conheciam antes, mas, me acolheram carinhosamente. Recorri aos arquivos fotográficos de todos os Jornais, AG~ENCIA NACIONAL e EXÉRCITO. Consultei todos os Diários Oficiais, na IMPRENSA NACIONAL. No Ministério da Guerra, plenamente autorizada pelo Diretor de Saúde, o nosso ex-comandante, consultei os arquivos da 2ª Seção do S.S., do Serviço Especial da “FEB”, Serviço de Identificação e outros setores, necessários, onde colhi e confrontei todos os dados possíveis e reais.
    A todos os elementos anônimos que muito colaboraram, o meu sincero agradecimento, pois me vejo na impossibilidade de citá-los nominalmente.
    Mesmo assim o trabalho não está completo, mas, note bem, não foi só por minha culpa.
    Finalmente, em vez de MEU DIÁRIO DE GUERRA, que daria melhor para um filme, vos apresento as:
F E B I A N A S

NOME esse muito apropriado.


INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 

O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.


Copyright©1994-2020 Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref, da FEB Altamira Pereira Valadares. Todos os direitos reservados. Todos os textos e imagens são protegidos por direitos autorais e outros direitos de propriedade intelectual pertencentes ao Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares. 

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domingo, 2 de agosto de 2020

PÁSCOA DOS MILITARES E DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA


(PARTE I)

÷PÁSCOA DOS MILITARES E DA FORÇA EXPEDICIONÁRIA÷

-7/5/44-
     Enquanto os preparativos se intensificavam, tínhamos sempre que atender às diversas solenidades cívico-militares e demais homenagens do povo.
     E, pela primeira vez na vida, nós enfermeiras envergamos com orgulho o uniforme militar numa cerimônia religiosa, ao lado das Forças armadas de nosso país. A missa foi celebrada nos jardins do Campo de Santana, pela manhã. Teve início, após o toque de sentido à tropa que se achava formada diante do altar da Pátria e, em seguida feita a entronização da Bandeira Nacional, pela Guarda de Honra dos Dragões da Independência. Durante este ato profundamente comovente, se fizeram ouvir cânticos sacros, na voz de um belo soprano (Nadir de Mello Castro) e possante barítono (Francisco Galvão).Estiveram presentes cerca de cinco mil militares do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Guarda Municipal, além do General Eurico Gaspar Dutra, ministro da guerra, representantes do ministério de Estado, do Prefeito do D.F., os generais: Firmo Freire, Chefe da Casa Militar da Presidência da república, João Batista Mascarenhas de Moraes, comandante da 1ª D.I.E., Maurício Cardoso, chefe do Estado-Maior do Exército, Christovão Barcellos e outras altas patentes das forças armadas, o Nuncio Apostólico Monsenhor Aloisi Masela, representantes do Corpo Diplomático, altas autoridades civis e elevado número de pessoas. Milhares de militares e civis tomaram o sacramento da comunhão, tendo o padre Helder Camara pronunciado um eloquente sermão. Foram distribuídas três mil e quinhentas medalhinhas de Nossa Senhora, aos fieis presentes. Anunciou o final dessa imponente cerimônia, uma revoada de pombos, cruzando no espaço as suas asas brancas.
Nota: Ilustra a foto 27 A – APV

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O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.


Copyright©1994-2020 Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref, da FEB Altamira Pereira Valadares. Todos os direitos reservados. Todos os textos e imagens são protegidos por direitos autorais e outros direitos de propriedade intelectual pertencentes ao Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares. 

É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo sem a prévia autorização do Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares.


PROCURAÇÃO


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA


(PARTE I)


÷ PROCURAÇÃO ÷
     17-6-44:- Nesta data providenciamos as nossas procurações, que foram todas feitas num só Tabelião “GUARANA”, previamente prevenido para tal, afim de sermos atendidas com a maior presteza, notificado a finalidade, para os detalhes exigidos nesse caso especial. O cartório do Tabelião Dr. Luiz Guaraná, foi designado, e nos forneceu duas vias, devidamente em ordem.
Nota: - No verso da mesma teve que constar a Licença das que eram funcionárias civis e a Opção de Vencimentos. Esta parte foi atestada pelo Encarregado da frequência nos respectivos Setores de Trabalho.
Vide o meu Original nº.....se desejar publicá-lo APV pag 37A

INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 




O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.

Copyright©1994-2020 Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref, da FEB Altamira Pereira Valadares. Todos os direitos reservados. Todos os textos e imagens são protegidos por direitos autorais e outros direitos de propriedade intelectual pertencentes ao Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares. 

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