sábado, 1 de agosto de 2020

PREFÁCIO (livro datilografado)



    Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira visando publicá-lo como livro e transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.


 - PREFÁCIO - 


    Ao distinto e paciente leitor, que me honrar com a sua atenção, devo esclarecer que, procurei ser breve, resumindo o máximo possível, dando uma ideia geral dos acontecimentos relacionados com os coletados. Também espero que seja eclético, não vendo no trabalho exposto, intenção de exibicionismo, nem ligando aos personagens o seu lado político. É apenas o natural e verdadeiro desenrolar dos fatos, durante o período de guerra, correlacionados mais ao Serviço de Saúde, principalmente a enfermagem.


    Acho que não devemos ser egoístas e que a nossa obrigação é transmitir aos outros tudo quanto é bom e útil, isto é, a nossa experiência e os nossos conhecimentos novos, prevenindo ao leitor os percalços, dando-lhe uma visão mais clara, para que ele possa agir melhor do que nós, quando se encontrar na mesma situação. Tudo que foi escrito é verdade, sendo o máximo extraído de documentação oficial. Agora tenho a lhe dizer que nem todas as verdades foram expostas, porque sempre devemos calar quando a nossa consciência determina. Não é também um trabalho literário nem amplamente desenvolvido, dado a minha incapacidade quando ao primeiro item e, considerando o enorme volume que seria, vindo sobremodo desanimar o caro leitor. Será porém um relato fiel e comprovado historicamente podendo assim interessar aos participantes e famílias dos mesmos, como uma lembrança jamais esquecida.

    Lamentei profundamente não ter uma maquina fotográfica, evitando assim minhas descrições imperfeitas. A escassez de tempo e o excesso de trabalho me impediram de registrar ao menos os nomes dos bravos feridos inconscientes que passaram pelas minhas mãos, nas diversas salas de operações, conforme firme intensão e desejo, perpetuando-lhes na história da Pátria.

    Como é fácil de prever, quero nele deixar patenteada a atuação das caríssimas colegas enfermeiras que vencendo todas as barreiras de preconceitos, se expuseram numa luta gigantesca, fazendo todos os sacrifícios, deixando os lares, os entes queridos, a terra natal, cortados os mares, vencendo os ares, para atingir a meta do seu trabalho em terra estranha, expostas ao sol ardente, ao inverno inclemente, às chuvas, às enchentes, ao vento, ao pó, nos acampamentos, num ambiente de sofrimentos, sob o troar dos canhões, se alimentando de rações e bebendo água clorada. Isto não é nada porém diante dos outros imprevistos e sérios contratempos, pelos quais passamos. 

     Cada uma procurou colaborar, dando o máximo de seus conhecimentos de enfermagem, aliando a eles, a sua ação de mulher brasileira, procurando aliviar os seus irmãos. Não importa a nós o que de nós erradamente falaram, pois os que assim pensaram, lá não foram passar o que nós passamos. Deixarei que o tempo falará por nós, quando já no mundo não mais estaremos. Deus é que fará justiça no céu, e, isto basta!



INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 

O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.


PREPARAÇÃO


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA


(PARTE I)

÷ PREPARAÇÃO ÷
EXAME DE SAÚDE
     Após a convocação, foi procedido rigoroso exame de saúde, pela Junta Médica Militar.
     Tivemos que nos submeter a todos os exames, inclusive de caráter secreto, reservado. Era uma multidão de convocados, que se alinhavam nas diversas dependências da Policlínica Militar, aguardando ansiosos a sua vez, e depois desejosos de saber o resultado.
     Consegui passar. Com o meu natural tipo mignon, gozava de saúde e sempre fui muito resistente. Apenas se constatou uma pequena carie de 1º grau que foi imediatamente reconstituída, no próprio Serviço Odontológico da “P.M.”, pois que não sobrava tempo para ir ao dentista particular.
     Mais uma vez, nos vimos privadas de convivência de algumas colegas que infelizmente não passaram no exame de saúde e, foram barradas, excluídas posteriormente. Foi uma pena, porque já haviam vencido o curso. De um modo ou de outro, ia diminuindo o número e a seleção continuava sempre.
     Quanto às enfermeiras regionais, uma vez convocadas, tiveram todas que vir para o Rio, afim de intensificarem seus treinamentos, enquanto que se tomavam as outras providências idênticas a todas nós.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 


O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.

CONVOCAÇÃO


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA

Reportagem - O Globo de 25 de julho de 1944

Reportagem  - O Globo de 25 de julho de 1944 
(acervo do C.D. II Guerra APV)

(PARTE I)

÷ CONVOCAÇÃO ÷

     A guerra estende seus longos tentáculos, em vertiginosa carreira e o Brasil agora, convoca suas filhas, para integrar a “FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA”.
     “O Ministro da Guerra resolveu, de acordo com o art. 5º do Regulamento para o Quadro de Enfermeiras da Reserva do Exército, aprovado por Decreto nº 14.257, de 13 de Dezembro de 1943, convocar as enfermeiras de 3ª classe do referido Quadro”.
     As primeiras convocadas, foram as da 1ª Turma, do D.F., cuja relação saiu publicada no D.O. (Secção I), de 22/4/44, pela Portaria nº6382. As demais relações, foram saindo à medida que se tornava necessário, perfazendo um total de 113 enfermeiras convocadas, para o serviço ativo.
     Como veem o número decai sempre. Com o prosseguimento dos acontecimentos, muitas não foram convocadas por diversos motivos.
     Quanto às regionais, naturalmente, uma vez convocadas, tiveram que vir para o Rio de Janeiro, afim de completarem seus preparativos, para seguir, quando preciso, conforme tivemos que fazer.
     Para o nosso imenso país, que nesse tempo contava com 45 milhões de habitantes, esse pequenino número representa por si só o valor dessas denodadas mulheres do Brasil!
     Dentre as colegas, como se sabe, algumas sendo funcionárias públicas, tiveram que dar ciência aos seus respectivos chefes de repartições pois que uma vez convocadas, consequentemente passariam à disposição da diretoria de saúde do exército e, declarando ao mesmo tempo que optavam ou não pelos vencimentos civis, enquanto durasse a mobilização.
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 


O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

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Copyright©1994-2020 Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref, da FEB Altamira Pereira Valadares. Todos os direitos reservados. Todos os textos e imagens são protegidos por direitos autorais e outros direitos de propriedade intelectual pertencentes ao Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares. 

É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo sem a prévia autorização do Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares.

TREINAMENTOS DIÁRIOS


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA


(PARTE I)

- EXERCÍCIOS FÍSICOS DE ORDEM UNIDA –
- TREINAMENTOS DIÁRIOS –

14/5/44.:- Durante todo tempo disponível, nos desdobrávamos para atender aos exercícios físicos de ordem unida, no Colégio Militar, às aulas práticas de natação, no Colégio Vera Cruz e Vacinação, na 1ª D.I.E., cujos prédios, por sorte se achavam próximos, na mesma rua: São Francisco Xavier.
     Esta parte de instrução e adaptação ao meio militar, nos foi orientada pelo capitão Carlos de Meira Mattos, que foi designado pelo Sr. General Mascarenhas de Moraes, Cmte. Da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária. Contou porém com o auxílio dos sargentos: Bacelar e Villy.
     Pelo relato que dou da nossa primeira turma, poderão concluir que o mesmo se procedeu com as demais.
     Com ânimo resoluto, remarcado vigor, constante espírito de dedicação e desprendimento, vencíamos o longo período de aulas e exercícios, numa serie de treinamentos diários, que estendiam quase sempre por cinco a seis horas ininterruptas. Com isto, nos adaptamos ao meio militar, aos seus regulamentos, nos hospitais, quartéis, em público, em conjunto ou isolamento, perfeitamente identificadas com a categoria militar a que pertencíamos, na qualidade de enfermeiras convocadas.
     Ao mesmo tempo, esses exercícios reforçavam a nossa capacidade, para que pudéssemos desempenhar com vigor e desembaraço, as múltiplas atividades oriundas dos teatros de operações numa guerra fora do país.
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 




O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

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LÍNGUAS


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:


I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA


(PARTE I)

÷ LÍNGUAS ÷

     Ao mesmo tempo, nos foram dados conhecimentos de línguas (isto é, das mais faladas, ou sejam, internacionais), francês e inglês. Ambas, eu já as havia estudado anteriormente, no ginásio, Instituto Brasil-Estados Unidos, assim como de há muito vinha trabalhando e estudando em contato com os norte-americanos. Mas, nunca soube o suficiente para falar fluentemente. É preciso muito treino e constância.
     Sobre francês, tivemos um professor, (creio que Sr. Varela), designado pela D.S.E., que nos enriqueceu com um útil vocabulário de defesa.
     Sobre inglês, consegui na embaixada Norte-americana, quantidade suficiente para todas, do célebre “Safa-Onça”, de inglês básico, compilado por Harry C. Conners, (Chief Yeoman, USN.), que ofereceu aos companheiros da Marinha do Brasil.
     Durante um plantão no “H.C.E.”, uma vez, pedi à irmã, que desse seu parecer sobre os meus conhecimentos de francês, após ligeiro exame e, ela, me disse que eu sabia francês. Fiquei crente que era verdade! Sou de boa fé. Entretanto quando em Casablanca tive que pedir ao árabe que levasse minha bagagem ao aposento do hotel, não consegui falar uma só palavra! Tive que me defender com a mímica!
     Também a colega Nair, que nunca se despregava do seu “Safa-Onça”, durante o discurso do Comandante em ACRA, interrompeu-o empregando um termo inadequado, que motivou uma gargalhada geral.
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS: 


O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.

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CARTEIRA DE IDENTIDADE


Texto Datilografado elaborado pela própria Altamira 
visando publicá-lo como livro, em três partes:

I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA


(PARTE I)

÷ CARTEIRA DE IDENTIDADE ÷
     (Entre 10 a 14/6/44): Durante o curto período de 10 a 14 de junho de 1944, foram providenciadas as nossas carteiras de identidade, constando o nosso retrato já uniformizada. Foi ordem também, para que todas, mantivessem os cabelos cortados curtos, para facilitar o uso do gorro de pala (Bibico), boné e também para ser cuidado melhor, e dar melhor aparência. Adeus tranças e cabelos soltos ao vento, adeus vaidades e encantos físicos! Aos poucos íamos nos tornando mais simples, menos femininas e mais militarizadas, porém o coração seria sempre o mesmo.



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O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.

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UNIFORMES


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I-ANTES DA GUERRA
II-DURANTE A GUERRA (a partir de seu diário manuscrito)
III-APÓS GUERRA




(PARTE I) 
÷ UNIFORMES ÷

     Após a nossa nomeação, continuamos os preparativos com relação aos uniformes, que foram feitos numa Alfaiataria da Rua Gomes Freire (contratada pelo Exército). Só o uniforme de gabardine (para as cerimônias), que seria confeccionado na “Casa festas”, à Rua 13 de Maio (Largo da Carioca). Todos eles, de cor verde-oliva, em tecido de lã, de brim e de gabardine. As camisas e gravatas, também da mesma cor, mas em tricoline. Boné (ou quépi, com pala) e Gorro (sem pala), entre nós chamado bibico, também nos tecidos correspondentes, de lã, brim e gabardine. Meias de lã, de escóssia e de seda, na cor bege ou cor de carne.
     As peças do uniforme constavam de: túnica, saia (com pregas machos, na frente e atrás) e, saia-calça (na altura de 4 dedos abaixo do joelho). Sapatos abotinados, salto mexicano de cor preta, feitos numa fábrica, contratada pelo exército. Apesar disso, comprei um par mais bonito, para os passeios e viagem. Mais adiante, o Exército nos presenteou com uma excelente caneta tinteiro Parker. O relógio prometido, ficou no tinteiro. Como vêm, só faltou uma bolsa (muito necessária, em se tratando de moças e, por causa disso, fui um dia repreendida pelo Instrutor de Ordem Unida Capitão Meira Mattos porque foram lhe dizer que eu usava uma pasta contendo os meus pertences indispensáveis, pois achava deselegante andar com os bolsos estufados. Fiquei muito triste.
     Ia me esquecendo do cinto, do tecido, mas com fivela de metal laqueada de verde.
     Em campanha, as nurses apreciaram muito as nossas saia-calças, que realmente são muito práticas e confortáveis.
     Também lá pudemos usar camisas de tricoline bege e gravatas de tropical bege.

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O manuscrito original do autointitulado “Diário de Guerra” - nome que a própria autora (Altamira) dá ao seu diário, encontra-se sob a guarda permanente do “Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. da FEB Altamira Pereira Valadares” e possui dois volumes de encadernação simples. O primeiro compreende o período de [28/08/1944 com excertos desde o dia 04/08/1944 a 28/04/1945] e o segundo volume, de 29/04/1945 a 22/08/1945. Além dos dois volumes manuscritos,  Altamira datilografou o que ela chamou de livro com a sugestão do título ”Febianas”, numa releitura pessoal entre os anos de 1961 a 1970. Foi nesse livro datilografado que a autora inseriu fotos, cartas, desenhos, etc. já com desejo de publicação de seus relatos. Vale ressaltar que entre os diários manuscritos e o livro datilografado há supressão ou acréscimo de impressões e relatos.

Nota do Centro de Documentação: O texto datilografado por Altamira foi transcrito com a atualização da ortografia, mantendo a integridade das palavras e pontuações, mesmo quando aparentemente foram utilizadas de forma equivocada pela autora.

Copyright©1994-2020 Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref, da FEB Altamira Pereira Valadares. Todos os direitos reservados. Todos os textos e imagens são protegidos por direitos autorais e outros direitos de propriedade intelectual pertencentes ao Centro de Documentação da II Guerra Mundial Cap. Enf. Ref da FEB Altamira Pereira Valadares. 

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